21 April 2010

House Dreams...




Sonho. 
Alguns dos meus sonhos retornam, transportam-me para
Há um que me abraça como uma mulher...
É uma casa. 
Que se transmuta, numa incerta incerteza sempre amável, doce, feminina...quente.
Nunca vivi em ou sequer vi tal casa.
Não é lugar santo ou fenomenal. É um meandro de janelas, espaços, corredores, varandas.
Umas vezes eu sou grande e a casa é pequena.
Em outras eu sou kafkianamente minúsculo e consigo atravessar fendas nas paredes, vaguear pelos tectos (pintados de anjos, seres míticos e floreados).
Uma varanda (a Varanda) reinventa Lisboa, sempre nocturna, ribeirinha de rio e vozes humanas - muito estranho já que nem sequer nasci em Lisboa e só para aqui vim pelos sete anos...

Ora bem, hoje voltei a sonhar com a 'minha' casa.
E pela primeira vez;
havia uma multidão de gente, crianças, jovens, artistas, música, velas acesas, incensos, flores, plantas, djambés marcando ritmos, violas, flautas, mais crianças, mais raparigas, grandes telas nas paredes (lembro uma mais parecendo uma pele de leopardo em tons de vermelho e negro, enorme, gigantesca!). Festa.
A alegria e o estar bem envolveram-me de imediato.
E, surpresa das surpresas decidiram mostrar-me a minha 'casa' secreta....as salas, as janelas, as portas (agora sem fechaduras ou chaves), os 'recantos'...
Freud não cabe aqui, senão lá teria de penitenciar-me por tudo.
Jung estaria melhor. Mas nem Valquírias, nem Animae, nem forças primitivas...
Psicanálise nyet! Não funciona.
Talvez os livros tibetanos sobre sonhos, mas isso é outra história...

O mais Belo de Tudo. Acordei como se...finalmente a minha casa fosse agora a nossa casa. 
E isso deu-me uma doce alegria. 
O 'castelo' passou a existir.
Hoje sou um homem feliz. (Vá, não riam. Sinto que dei o meu repetitivo sonho de tal modo que foi e será o sonho e a casa de muitos, de todos os que sonham).
Entre as muitas pessoas vi-Vos a todos.
A todos consigo amar. Dando. E recebendo; o sorriso maroto das crianças, o olhar profundo dos que 'viram', o inebriamento dos que lutam por causas, os menos bons poemas dos que ainda procuram as palavras, a aventura do seio das mulheres...o tempo do vinho, e do Sonho. 

imagem 'tirada' de blog de Steve Stuff

Próxima entrada, provavelmente, Dream City...

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